
Sem mais nem menos me deu uma vontade de rever as imagens do Tetra Campeonato Mundial da Seleção Brasileira de Futebol. Acho que já estou empolgada com 2014. Lembro que no dia deste jogo eu tinha 9 anos e estava em meu quarto assistindo filmes de desenho animado. Meus pais e seus amigos estavam a ponto de infartar na sala da minha casa, devido ao fato de após 24 anos o Brasil tinha uma chance real de ser campeão novamente e apagar da memória de todos a péssima campanha do Mundial de 1990.
Na época eu não gostava muito de futebol e pouco entendia do assunto (quem diria que hoje eu trabalho comentando futebol, coisas do destino), e digo mais, queria estar longe de toda àquela bagunça. Quando criança detestava farras, diferente de hoje. Mas voltando para o jogo... Minha mãe gritava nervosa na sala, que mais parecia que estava a ponto de morrer, meu pai mobilizado, parecendo que se ele respirasse ou se movimentasse Taffarel não iria fazer as defesas que fez durante o jogo e Romário (que ele era muito fã) iria perder o penalti batido, friamente, por ele. Os demais que estavam em minha sala não lembro de suas reações, pois passei apenas para ir beber água, queria mais que àquilo acabasse para a minha casa voltar a tranquilidade de sempre.
Lembro-me que foi uma noite fria e quando Baggio cobrou o penalti para fora... houveram muitos gritos, fogos de artificio e chuva, muita chuva. Quando sair de meu quarto todos estavam comemorando e meu pai, uma figura forte, para mim, estava aos prantos e chorava feito criança com o inédito Tetra da Seleção Brasileira. Eu adorava tomar banho de chuva, e minha mãe disse que eu podia ir para a rua comemorar (algo que na época eu nem ligava) a vitória da seleção.
Acredito que fora neste momento que descobrir a minha paixão pelo futebol. Como foi interessante ver pessoas que nunca se viram antes e de repente, unidas e comemorando esta vitória que mais parecia que todo o território nacional havia ganho na Mega Sena acumulada de uma vez só. Para onde se olhava se via lagrimas, misturadas com os sorrisos e todas numa perfeita harmonia com as águas que caiam dos céus como se fossemos abençõados pelos santos, que tanto nós, brasileiros, acreditamos.
Minha tia infelismente não assistiu ao vivo ao penalti de Baggio. Ela estava tão nervosa que não conseguiu ver o resto do jogo quando este fora para os penaltis. Ela saiu de casa, acreditem ou não, pegou um onibus, em plena final de mundial, e saiu sem rumo, sem destino. Querendo apenas sair da frente da TV e fingir que nada daquilo estava acontecendo, sendo que, o que não podia acontecer aconteceu... No ônibus estavam apenas três pessoas: o motorista, o cobrador e minha tia. Em determinado momento o motorista não se conteve, parou o ônibus e olhou para ela e disse - Me desculpe, mas espero por este momento há 24 anos. Virou-se e desceu do onibus para acompanhar de perto o Tetra da seleção.
Situações como esta acontecem apenas no país que, literalmente pará e se veste de verde e amarelo, para ver a seleção jogar em Mundial. Não festajamos o 07 de setembro como festejamos os meses de julho a cada quatro anos. Eis a nossa "Pátria de Chuteira" assim como definiu, de maneira certíssima, Nelson Rodrigues.
E que venha 2014, e que desta vez possamos fazer a mesma festa que fizemos em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Mas queremos que seja diferente de 1950, desta vez quem vai vencer no Maracanã vai ser a Canarinha.
Na época eu não gostava muito de futebol e pouco entendia do assunto (quem diria que hoje eu trabalho comentando futebol, coisas do destino), e digo mais, queria estar longe de toda àquela bagunça. Quando criança detestava farras, diferente de hoje. Mas voltando para o jogo... Minha mãe gritava nervosa na sala, que mais parecia que estava a ponto de morrer, meu pai mobilizado, parecendo que se ele respirasse ou se movimentasse Taffarel não iria fazer as defesas que fez durante o jogo e Romário (que ele era muito fã) iria perder o penalti batido, friamente, por ele. Os demais que estavam em minha sala não lembro de suas reações, pois passei apenas para ir beber água, queria mais que àquilo acabasse para a minha casa voltar a tranquilidade de sempre.
Lembro-me que foi uma noite fria e quando Baggio cobrou o penalti para fora... houveram muitos gritos, fogos de artificio e chuva, muita chuva. Quando sair de meu quarto todos estavam comemorando e meu pai, uma figura forte, para mim, estava aos prantos e chorava feito criança com o inédito Tetra da Seleção Brasileira. Eu adorava tomar banho de chuva, e minha mãe disse que eu podia ir para a rua comemorar (algo que na época eu nem ligava) a vitória da seleção.
Acredito que fora neste momento que descobrir a minha paixão pelo futebol. Como foi interessante ver pessoas que nunca se viram antes e de repente, unidas e comemorando esta vitória que mais parecia que todo o território nacional havia ganho na Mega Sena acumulada de uma vez só. Para onde se olhava se via lagrimas, misturadas com os sorrisos e todas numa perfeita harmonia com as águas que caiam dos céus como se fossemos abençõados pelos santos, que tanto nós, brasileiros, acreditamos.
Minha tia infelismente não assistiu ao vivo ao penalti de Baggio. Ela estava tão nervosa que não conseguiu ver o resto do jogo quando este fora para os penaltis. Ela saiu de casa, acreditem ou não, pegou um onibus, em plena final de mundial, e saiu sem rumo, sem destino. Querendo apenas sair da frente da TV e fingir que nada daquilo estava acontecendo, sendo que, o que não podia acontecer aconteceu... No ônibus estavam apenas três pessoas: o motorista, o cobrador e minha tia. Em determinado momento o motorista não se conteve, parou o ônibus e olhou para ela e disse - Me desculpe, mas espero por este momento há 24 anos. Virou-se e desceu do onibus para acompanhar de perto o Tetra da seleção.
Situações como esta acontecem apenas no país que, literalmente pará e se veste de verde e amarelo, para ver a seleção jogar em Mundial. Não festajamos o 07 de setembro como festejamos os meses de julho a cada quatro anos. Eis a nossa "Pátria de Chuteira" assim como definiu, de maneira certíssima, Nelson Rodrigues.
E que venha 2014, e que desta vez possamos fazer a mesma festa que fizemos em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Mas queremos que seja diferente de 1950, desta vez quem vai vencer no Maracanã vai ser a Canarinha.
